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terça-feira, 5 de julho de 2011

O Rito

Parecia um quiosque, desses de clube, mas não sabia o que fazia ali. Conhecia algumas pessoas, e conseguia avistar meus pais. Saí dali e procurei conhecer melhor o lugar, na verdade, era como se conhecesse, dei uma volta completa, como se fosse a palma de minha mão, e quando retornei ao local da origem estava anoitecendo.

Queria sair novamente, quando notamos um grande número de pessoas se locomovendo para a mesma direção. Não conseguia ver o que era, precisava chegar mais perto, e assim não somente eu, como todo o povo do quiosque resolveu sair e seguir à multidão. Ao longe, no que pareciam várias quadras de esportes pude enxergar um grupo com veste vermelha e capas pretas. Eu os reconheci imediatamente, e meus passos se aceleraram.

Quando cheguei mais próximo, pude ver que dançavam, como em uma apresentação. Questionei-me porque não estava ali, quando a Sacerdotiza T me respondeu "apenas não é o momento". Senti como se não pudesse andar, queria estar ali, no meio deles... e Ela ao meu lado dizia, "mas você está aqui! Mas as cores deste sabá são: vermelho, preto. Você é o branco!".



Eu sou? Como assim?? - e assim acordei sabendo que não podia esquecer do que importava...

Gratidão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O banquete

Estáva num campo de areia, o clima estava quente, e andava por várias mesas postas. Eram grandes e estavam preparadas para receberem em grande quantidade, só tinha um detalhe, não tinha comida alguma. Uma amiga veio ao meu encontro, estava tranquila, disse que estava(m) me esperando e que precisávamos nos apressar para preparar o banquete. (mas hein??)

Entendendo ou não, a segui para um lugar amplo, branco, fechado apenas no teto, sem paredes, e lá encontramos mais pessoas, cada qual concentrada em sua tarefa. Um homem de bigodes veio falar o que deveríamos fazer: peixe! E precisava ser rápido, pois o tempo estava acabando. E assim fomos, eu e minha amiga, para um balcão a fim de começarmos a preparar o prato. Tudo isso na maior tranquilidade, como se tivéssemos todo o tempo do mundo.

Decidimos qual peixe fazer, como, onde, o que usar, chegando a ser cômico a seriedade da coisa. Em meio a escamas e temperos, acordei.

sábado, 20 de novembro de 2010

a bolsa

Estava eu e mais algumas pessoas, entre conhecidos e estranhos, preparando bolsas e malas para uma viagem, pelo visto seria longa, mas eu não sei ao certo aonde seria, mas era uma comemoração. Eu ajudava as pessoas com suas bagagens, e quando estávamos quase todos prontos, percebi que faltava a minha. Claro, eu havia me esquecido, algumas coisas já estavam jogadas na minha bolsa, que estava cheia de coisas, abarrotada, eu ia deixá-la assim, não havia tanto tempo, até que vi uma bolsa lilás, linda (me chamando, srrsrs), e então decidi transferir todas as minhas coisas para ela. A bolsa parecia menor, mas conforme a enchia, mais espaço aparecia, sempre havia lugar para um item esquecido, e assim, preparei a minha pequena grande bagagem... uma bolsa lilás...

Chegamos a um lugar, o transporte nos deixou em uma bifurcação. A pé, decidimos tomar o caminho da esquerda, a estrada era de terra, e haviam postes de luz de tempos em tempos, a noite já havia chegado... caminhamos por pouco tempo, e logo chegamos a um casarão, no meio da mata, chegamos ao nosso destino, mas não ficamos, fomos explorar o redor. Subimos por uma outra rua, e logo chegamos ao topo, aonde havia um espaço, com algo que parecia um quiosque, com uma mesa posta, com comes e bebes em fartura. Alguns logo se sentaram para aproveitar a hospitalidade, eu continuei olhando para o lugar e seus detalhes, comecei a servir algumas pessoas, eu conhecia o lugar, não comi, e voltei a andar, por outro caminho, ainda noite. A rua era de terra, com árvores dos dois lado, pareciam antigas, eram muito altas, maiores que os postes de luz, parei em uma outra bifurcação, e novamente decidi ir pelo caminho da esquerda, no fundo, sabia que os dois levariam ao mesmo lugar, o que mudava era a distância, eu sabia que tinha escolhido o caminho mais longo, diferente da primeira vez (quando acompanhei o grupo, todos optaram pelo caminho mais curto). Comecei a caminhada, observando todos os detalhes, desde o poste de luz e imaginar quem o teria colocado, até o cheiro da mata e seus ruídos noturnos, alguns familiares apareceram, e me acompanharam pelo caminho, quando novamente cheguei ao casarão, com um nome: Guaxindu (ou algo parecido), esse era o nome do lugar. Nesse momento despertei...
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