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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um outro lugar


Sei que faz tempo que não apareço por aqui, mas tudo tem seu motivo, seu tempo e seu momento. Talvez eu precise dormir um pouco mais, e, a bem da verdade, tenho censurado bem os últimos sonhos... O que vou postar hoje, nem é meu, é do meu filhote. Recentemente, acordou todo feliz contando:

"Mamãe, mamãe, hoje eu tive um sonho muuuuito legal! Foi muito bom. Eu estava com você e o papai em outro lugar, só que não era Monte Verde, mas era outro lugar. Estávamos passeando, e estava muito gostoso."

E de fato dava para perceber a alegria dele apenas de ouví-lo contar. E assim, questionei-o se sabia aonde estava.

Ele não hesitou:

"Na terra do Ratatouille, na ratatouilandia."

Simples assim.  :)

Adoraria que fosse uma premonição, srsrs...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Perfume da Rosa

Somente hoje, após tanto tempo, senti o perfume, aquele de sempre. Sabia de sua presença, passou por um breve instante ao meu lado. Obrigada. Acho que hoje é seu aniversário por aí, e eu que ganhei o presente: sua visita.

Estranho, a lágrima está ali, bem guardadinha, e hoje, a sensação que tenho é de que se passaram 100 anos e ao mesmo tempo, parece que foi ontem. Bem lúcido isso.

Hoje já não quero mais fugir da prisão, hoje já não quero a liberdade. Hoje quero que o dia de voltar a te ver demore muito a chegar. Digo isso, mesmo com lágrima nos olhos, mas é a realidade. Nossos desejos e anseios mudam, nossas vontades transformam-se. Queria, mas queria muito mesmo que estivesse aqui, com todos nós, mas, creio que isso seja pura e simplesmente egoísmo de minha parte.

Seu nome, em hipótese alguma, será a lembrança de um hurricane. Ao contrário, sua presença, o perfume das rosas e seu sorriso, transmitiam a todos ao redor uma paz tão profunda e um desejo enorme de ficar ali para sempre. Com aquela sensação abobalhada de que todos os problemas serão resolvidos, basta começar a trabalhá-lhos. Dividir. Conquistar.

Saudade sim, tristeza não.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Visitas no almoço

Estava num quintal, e sabia que nele seria preparado o almoço, que desta vez, seria diferente, pois convidados muito distantes estavam sendo esperados. O que eu sabia dos convidados era apenas que eram parentes de meus avós, e portanto, meus tios distantes... Láaaaaaa das terras orientais e nórdicas e frias...

Bom, quando chegaram, fui observar, e pareciam pessoas normais, nada que chamasse atenção ou os diferenciasse, a não ser que começassem a falar! É, pois é, ele falavam outra língua... e só quem entendia era minha vó... e só quem a enxergava era eu... :D

Ok, então comecei a 'interpretar', e assim passei a ser referência sobre o que os 'tios' queriam ou estavam precisando. Na verdade, era fácil, eles queriam algo diferente do que estavam acostumados, e não sei ao certo por que, camarões começaram a ser preparados de diversas formas, principalmente
fritos. Não me lembro para quem pedi, mas pedi a alguém que descascasse um abacaxi, e prossegui delegando tarefas. Eram apenas 3 ou 4 senhores, poucos, mas dividimos as pessoas (família, tias, pais...) em dois ambientes.

Uma das situações que me aborreceu, foi quando coloquei uma garrafa de vinho branco na mesa em que sentaria, e fui levar um rosé na outra, quando voltei para o 'meu' lugar, o povo já havia acabado com tudo, não havia sobrado nem uma gota (é ou não é pra ficar furiosa?). Ok, mataram meu Sauvignon, então fui procurar outro, não encontrei, e acabei me distraindo pela outra mesa, acabei ficando por lá.

Os 'tios' comeram por bastante tempo, e sempre elogiavam ou pediam mais, bebiam muito rápido, na verdade, parecia que eu estava servindo água fresca, o clima estava ameno, e o cheiro dos camarões estavam impregnando no local. Estava arrumando acomodações num outro ambiente quando acordei.
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