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sábado, 6 de agosto de 2011

O deserto

Caminhava com uma pessoa conhecida em meio ao deserto. Conversávamos sobre visões, sobre o oculto. Procurava por alguma visão, algum objeto, algo que pudesse focar meus olhos, mas não conseguia ver nada além de areia e sol. Tudo parecia não ter fim, mas não incomodava nem um pouquinho. Por horas, parecia que simplesmente caminhávamos por uma rua movimentada, com prédios altos e pessoas apressadas na calçada, mas sempre que pretendia observar alguma coisa mais a fundo, voltava ao deserto, ao sol.

Estava descalça, e sentia toda a textura da areia, ouvia as palavras daquele que passou a ser minha única referência, lembro-me pouquíssimo de suas palavras, apenas algumas soltas: consciência, caminhar.

Meus pensamentos confundiam-se com as palavras do guia, e a que mais lembro foi quando pensei em minhas mãos, mas não as olhei, sequer fiz qualquer movimento. Nesse momento, percebi que despertei, sabia-me sonhando e de repente, tudo passou a ser muito distante, até abrir meus olhos. Voltava a fechar, com a esperança de voltar ao deserto, mas ele voltou a apenas como uma lembrança, algo como vemos uma foto: não conseguimos entrar nela e vivenciá-la novamente.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ruínas no deserto

Estava com o Gi, e andávamos em meio a areia, o sol estava forte, e procurávamos por uma sombra, quando vimos algumas ruínas. O Gi saiu correndo na minha frente, e sumiu entre as paredes destruídas, fui atrás, e entramos no que parecia ter sido, um dia, uma sala. Não haviam paredes inteiras, apenas os restos.

A sala parecia ser grande, e mais a nossa frente, havia uma abertura, que um dia devia ter sido uma porta, e por ela passamos. O lugar estava iluminado por uma tocha, minha mãe estava ali, próxima a uma outra porta. o Gi correu em direção ao que sobrou de uma estante, ainda havia livros, eram volumes enormes, com capa dura, nem todos estavam inteiros, e indo em direção a minha mãe, vi que a sala em que estava tinha o chão de terra, e várias estantes, todas derrubadas, parecia que um tornado por ali havia passado. Ouvi a chamar pelo Gi, mas ele estava entretido em uma estante, parecia procurar por algo específico.

Entrei na sala seguinte, e comecei andar por entre as estantes...

(não briguem comigo, mas o despertador tocou!!) :D

Ps. o Alarme de movimento, já havia tocado, isso significa que o sonho ocorreu nos 10 minutos que separam o primeiro alarme para o segundo.
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