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sábado, 12 de abril de 2014

Mudanças a caminho



Um sonho difícil de relatar se eu ficar pensando muito, pois nenhuma das ligações faz sentido, foi como juntar 3 elementos que não tem nada a ver um com o outro mas, no sonho, tava tudo certo.

Eu estava no prédio em que trabalho atualmente, espelhado e alto. O prédio ficava numa espécie de ilha, estilo estátua da Liberdade e eu podia ver o mar por todos os lados. 

Em um primeiro momento, eu estava num tipo de ofurô piscina, e estava lendo o livro da Mirela Faur, na parte da teogonia dos deuses, infelizmente eu não me lembro em qual eu estava. Devia ter algo a ver com água. Eu lia em voz alta para o maridão. 

Depois, eu saí de lá, deixando o livro aberto, e reparei que havia começado a chover, o céu estava bem escuro, e temi pela resistência do prédio. O mar começou a ficar revolto, outras pessoas no prédio começaram a se agitar, e tudo passou a cena de um drama, onde pessoas se atropelavam pelas sala e corredores. Eu assistia a tudo passivamente, andando de uma janela a outra e vi o mar revolto. 

Uma janela era mar aberto, a outra, terra ao longe. Vi uma onda imensa formando-se. A tempestade não dava trégua então fui para a outra janela, não queria ver a onda atingir o prédio. O momento até a hora do impacto foi tenso, uma expectativa sem fim. Até, que finalmente, sinto um tremor, mas a estrutura continuou firme. A onda passa pelo prédio, e a vejo continuando até a cidade. Pude ver outra onda se formando, quando acordei.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O gato e o mar

Yule, o gato

Esperei a noite cair de mansinho, e chamei-o para uma caminhada até a praia, era meu horário favorito de ver o mar, meu gato, o Yule, foi junto, andava um pouco a frente, como um guia até que chegamos na areia, e ele correu a brincar de pegar ondas. Colocava a patinha na água, bem devagar, e armava o bote quando a água voltava, corria para fugir quando a onda vinha em sua direção. Nos divertíamos vendo suas peripécias. A noite estava estrelada e o mar calmo. Tão calmo, que o Yule resolveu lavar-se de verdade, e passou a brincar com as ondas antes que morressem na areia. Ficamos impressionados. Continuamos ali, um bom tempo, até que nosso gatinho se cansou, e nos chamou a sair dali (até então, apenas molhamos os pés). Ele correu, e fomos atrás, para não nos perdermos, eu fiquei para trás. Parei de segui-lo quando desceu um muro alto, não me lembro de ter passado por ali quando chegamos, o caminho estava diferente, e ele parou para esperar e, nesse momento, aquele som chato de que era hora de despertar trouxe-me de volta ao que chamo realidade.

A sensação foi boa do começo ao fim, uma euforia e alegria muito grande. Lembro-me de ter rido muito e acordado com imensa vontade de fechar os olhos e estar lá novamente.

Que seja, bora trocar de realidade.

Beijinhos.

sábado, 2 de abril de 2011

O dragão branco



Caminhava pela areia, sentia o cheiro do mar cada vez mais próximo, e antes que pudesse vê-lo, percebi uma velha senhora caminhando em minha direção. Não vi de onde vinha e nem questionei, apenas retribui o sorriso, enquanto me acenava para que a seguisse. Ela começou a caminhar na direção do mar...

Já conseguia ver o mar quando me pediu que sentasse, e assim o fiz, ela me esperou, para poder sentar-se a minha frente, continuava sorrindo. Parecia feliz mas nada falava. Ela sinalizou para que eu olhasse o mar, e percebi então que não ouviria sua voz.

As águas estavam agitadas, e ondas quebravam a todo momento, não sabia o que precisava enxergar, quando comecei a ouvir uma voz... Olhei para a senhora ao meu lado, muda e sorridente, não era ela, e a voz voltou apenas dizendo "não tente entender, apenas observe e escute". As ondas pareciam lutar contra um inimigo invisível, tamanha sua violencia, cheguei a sentir medo, quando vi sua furia se aproximando, mas nada, nem um respingo chegava até nós.

A altura das ondas e sua imponencia assustavam, ficavam mais altas, paravam, e quebravam, e foi num desses instantes, enquanto uma onda formava-se e crescia sem parar, que voltei a ouvir a voz... sentia que era a velha falando, mesmo sem voz, ela simplesmente dizia, "observe o dragão branco, ele está voltando...". Enquanto isso eu olhava o mar, e apenas via o mar, revolto em suas grandes ondas, quebrando com força contra o inimigo invisível...


Curiosidades:
- Dragão branco
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