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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O gato e o mar

Yule, o gato

Esperei a noite cair de mansinho, e chamei-o para uma caminhada até a praia, era meu horário favorito de ver o mar, meu gato, o Yule, foi junto, andava um pouco a frente, como um guia até que chegamos na areia, e ele correu a brincar de pegar ondas. Colocava a patinha na água, bem devagar, e armava o bote quando a água voltava, corria para fugir quando a onda vinha em sua direção. Nos divertíamos vendo suas peripécias. A noite estava estrelada e o mar calmo. Tão calmo, que o Yule resolveu lavar-se de verdade, e passou a brincar com as ondas antes que morressem na areia. Ficamos impressionados. Continuamos ali, um bom tempo, até que nosso gatinho se cansou, e nos chamou a sair dali (até então, apenas molhamos os pés). Ele correu, e fomos atrás, para não nos perdermos, eu fiquei para trás. Parei de segui-lo quando desceu um muro alto, não me lembro de ter passado por ali quando chegamos, o caminho estava diferente, e ele parou para esperar e, nesse momento, aquele som chato de que era hora de despertar trouxe-me de volta ao que chamo realidade.

A sensação foi boa do começo ao fim, uma euforia e alegria muito grande. Lembro-me de ter rido muito e acordado com imensa vontade de fechar os olhos e estar lá novamente.

Que seja, bora trocar de realidade.

Beijinhos.

sábado, 2 de abril de 2011

O dragão branco



Caminhava pela areia, sentia o cheiro do mar cada vez mais próximo, e antes que pudesse vê-lo, percebi uma velha senhora caminhando em minha direção. Não vi de onde vinha e nem questionei, apenas retribui o sorriso, enquanto me acenava para que a seguisse. Ela começou a caminhar na direção do mar...

Já conseguia ver o mar quando me pediu que sentasse, e assim o fiz, ela me esperou, para poder sentar-se a minha frente, continuava sorrindo. Parecia feliz mas nada falava. Ela sinalizou para que eu olhasse o mar, e percebi então que não ouviria sua voz.

As águas estavam agitadas, e ondas quebravam a todo momento, não sabia o que precisava enxergar, quando comecei a ouvir uma voz... Olhei para a senhora ao meu lado, muda e sorridente, não era ela, e a voz voltou apenas dizendo "não tente entender, apenas observe e escute". As ondas pareciam lutar contra um inimigo invisível, tamanha sua violencia, cheguei a sentir medo, quando vi sua furia se aproximando, mas nada, nem um respingo chegava até nós.

A altura das ondas e sua imponencia assustavam, ficavam mais altas, paravam, e quebravam, e foi num desses instantes, enquanto uma onda formava-se e crescia sem parar, que voltei a ouvir a voz... sentia que era a velha falando, mesmo sem voz, ela simplesmente dizia, "observe o dragão branco, ele está voltando...". Enquanto isso eu olhava o mar, e apenas via o mar, revolto em suas grandes ondas, quebrando com força contra o inimigo invisível...


Curiosidades:
- Dragão branco

segunda-feira, 15 de março de 2010

Praia

Desembarquei de um ônibus na areia da praia, lá encontrei alguns amigos, e ali estavam o Wolf e o Val, estava cedo e teríamos que esperar pela chegada dos outros. Por estarmos na praia, imaginei que seria uma iniciação.

Sentamos em direção ao mar, estava calmo, era noite, estava escura, sem lua, algumas estrelas, mas nenhuma se destacava, a brisa estava suave, e o cheiro do mar trazia saudades. Enquanto eu 'viajava', Wolf apareceu com um bolo (nem pergunte aonde estava!), eram um daqueles bolos que substituem panetones, para quem não gosta de panetone. Parecia que o bolo havia chegado em boa hora, estava macio, e ainda posso sentir a doçura do açúcar de confeiteiro no qual ele é rodeado. Acho que acabamos com o bendito bolo, conversa vai conversa vem, Wolf não estava tranquilo, parecia inquieto, mas nada disse, e nada perguntei.

Quando o vento começou a ficar mais forte, o Val chamou nos ao longe, ele estava acompanhado de um pastor alemão enorme, mas parecia manso, e começou a correr em uma dada direção. Sabíamos que era por ali que deviámos ir, porém, foi como se uma cortina de água nos impedisse, e uma chuva forte caiu sem dó, não consegui mais enxergar para onde deveria ir, o mar estava ficando agitado, e na tempestade corremos na direção que parecia oposta ao mar. A chuva estava gelada, e neste momento tive receio de não conseguir chegar aonde queria.

Acordei preocupada.
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