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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O gato e o mar

Yule, o gato

Esperei a noite cair de mansinho, e chamei-o para uma caminhada até a praia, era meu horário favorito de ver o mar, meu gato, o Yule, foi junto, andava um pouco a frente, como um guia até que chegamos na areia, e ele correu a brincar de pegar ondas. Colocava a patinha na água, bem devagar, e armava o bote quando a água voltava, corria para fugir quando a onda vinha em sua direção. Nos divertíamos vendo suas peripécias. A noite estava estrelada e o mar calmo. Tão calmo, que o Yule resolveu lavar-se de verdade, e passou a brincar com as ondas antes que morressem na areia. Ficamos impressionados. Continuamos ali, um bom tempo, até que nosso gatinho se cansou, e nos chamou a sair dali (até então, apenas molhamos os pés). Ele correu, e fomos atrás, para não nos perdermos, eu fiquei para trás. Parei de segui-lo quando desceu um muro alto, não me lembro de ter passado por ali quando chegamos, o caminho estava diferente, e ele parou para esperar e, nesse momento, aquele som chato de que era hora de despertar trouxe-me de volta ao que chamo realidade.

A sensação foi boa do começo ao fim, uma euforia e alegria muito grande. Lembro-me de ter rido muito e acordado com imensa vontade de fechar os olhos e estar lá novamente.

Que seja, bora trocar de realidade.

Beijinhos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Gatos no caminho

Estávamos com bicicletas, eu, meu irmão, e mais algumas crianças, dentre elas, o Gi e uma garotinha de cabelo cacheado e blusa rosa. Ela mais falava e corria na frente de todos (as crianças não estavam de bicicleta). Estávamos fazendo o mesmo caminho, todas as vezes passávamos nos mesmos lugares... era o bairro de minha infância, mas as ruas eram de terra, o que dificultava o caminho em alguns trechos... após o contorno de uma pracinha, havia uma subida com muitas valetas, várias vezes subi empurrando, mas depois consegui subir normalmente, após isso, era passagem obrigatória passarmos dentro de uma casa 'abandonada', onde havia um salão, e duas portas que levavam a mesma sala. Ouvimos miados, e decidimos abrir as portas para salvar os gatos. Uma das portas não abriu, mas a outra abriu facilmente.

O ambiente que vimos estava escuro, mas víamos olhos brilhantes olhando na direção da porta aberta, eram gatos, diversos, em tamanhos e cores variadas. Subiam e desciam nos moveis que ali havia, parecia uma antiga sala de jantar com uma uma mesa grande, mas sem cadeiras, apesar de escuro, passei a ver e sentir os gatos, brincando em meus pés e pernas. Os gatos pareciam saudáveis, ao contrário do que imaginávamos, pois a casa estava fechada. Começamos a procurar outra saída naquela sala, e mais ao fundo, uma porta que não fechava mais, apontava para uma escada, aonde encontramos uma janela ao alto. Saímos por ali, voltamos as ruas de terra, e a andar de bicicleta, passamos por uma escola, com várias crianças brincando no parquinho, e fazendo algazarra. Nossas crianças, não quiseram ficar ali, queriam voltar para ficarem com os gatos.

Continuamos em frente, mas como disse, o caminho era cíclico, e voltamos ao mesmo lugar, a praça, a ladeira com valas, e a casa novamente. Chegamos com comida para os gatos, encontramos outras saídas, passamos pela escola, que ficou vazia, o caminho ficava diferente, mas sempre levava ao mesmo lugar, a praça, a ladeira, valas maiores, e a casa, com mais gatos, quando comecei a contá-los, acordei...
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